NO PÉ DA CONVERSA-Lenivaldo Aragão

Náutico: vitória na raça (Foto: Reprodução Junior Damasceno




 

01) Milagre da SAF? 02) Caiu do céu. 03) E ainda ficou o tabu. 04) Tempos de Ivan Brondi. 05) Respeitem o Retrô. 06) Agora a batalha doméstica. 07) Lembrando o Rei do Baião. 08) Povão de fé. 09) Central sob novo comando. 10) Palmas para os goleiros. 11) O time deles. 



MILAGRE DA SAF? – Torcedores do Náutico estão rindo à toa, depois do que aconteceu nessa quarta-feira (12), no Barradão. A extraordinária vitória do até então cambaleante time alvirrubro, está sendo considerada, na base da brincadeira, como possível milagre da SAF que está a caminho dos Aflitos. O 2 x 0 tem sido valorizado, devido às conjecturas que se faziam. O Vitória estava invicto havia 22 jogos, e o Náutico vinha de quatro partidas sem ver a cor da bola. E se enganchando diante de equipes pouco conhecidas até mesmo no cenário doméstico.

CAIU DO CÉU – Bom é que o Timbu receberá da CBF o prêmio de R$ 2 milhões e 315 mil reais por ter passado da segunda fase. Para um clube em situação financeira não condizente com sua tradição, uma gratificação caída do céu, como diz o povaréu.

E AINDA FICOU O TABU – Pois é, o Náutico há 12 anos não perde para o Vitória em jogos realizados lá e cá. Com esse novo triunfo são 10 encontros, com 5 vitórias alvirrubras e 5 empates. O Timbu foi antecipadamente defenestrado do Campeonato Pernambucano, sem direito de ir às semifinais. O Leão da Barra, por sua vez, vai disputar o título de campeão baiano com seu tradicional rival, o Bahia.

TEMPOS DE IVAN BRONDI– Que eu saiba, só o capitão Ivan Brondi ainda está aí para dar seu testemunho de protagonista. Mas o feito do Náutico no Barradão fez-me lembrar a época em que o Timbu começava a surgir no cenário nacional e, ainda desconhecido, era tratado na mídia sudestina por Náutico Capibaribe e às vezes Capibaribe. A cada jogo esperava-se uma tunda, na realidade uma goleada, mas a timbuzada, quando menos se esperava, botava os favoritos Palmeiras, Santos, Atlético, Cruzeiro etc., na roda. Claro que, com muito sofrimento da torcida. E com raça e determinação por parte dos jogadores, como aconteceu agora na Boa Terra.  

Ivan Brondi, antigo capitão da equipe alvirrubra (Arquivo do Blog)


RESPEITEM O RETRÔ – O time de Camaragibe, fincado nas matas de Aldeia, está alargando suas fronteiras em matéria de prestígio, também fez bonito. Tirou do mapa da Copa do Brasil 2025, uma das quatro forças do futebol goiano. O Atlético Goianiense, que o Retrô eliminou, é, juntamente com o Vila Nova, o segundo detentor de títulos no estadual de Goiás, cuja ordem, entre os grandes, é esta: Goiás, 28; Atlético, 18; Vila Nova, 18; Goiânia, 14. Os demais têm duas ou uma conquista.

AGORA A BATALHA DOMÉSTICA – Cumprida sua missão no Brasil Central, o Retrô, que a exemplo do Náutico foi premiado com R$ 2,315 milhões, volta suas atenções para o Campeonato Pernambucano. Depois de derrotar o Maguary por 2 x 1 na abertura das semifinais, só precisa de um empate domingo 16, na Ilha do Retiro, no jogo da volta, marcado para 16 horas. Quem se impuser na disputa estará na final contra o vencedor do duelo Santa Cruz x Sport.

LEMBRANDO O REI DO BAIÃO – O clássico Santa Cruz e Sport está novamente na boca do povo, principalmente depois daquela mudança que não houve, de sábado para domingo, fazendo lembrar o “Pagode Russo”, de um tricolor célebre, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião: “Parecia até um frevo naquele cai e não cai / Parecia até um frevo naquele vai e não vai.”  Tudo nos seus devidos lugares, o Clássico das Multidões será mesmo depois de amanhã (15), no Mundão, às 16h30.



POVÃO DE FÉ – O Sport vai chegar às Repúblicas Independentes do Arruda com uma impressionante vantagem sobre seu velho adversário. O 2 x 0 no primeiro jogo lhe deu ampla superioridade numérica nesta semifinal. Até empatando, faz a festa na casa do rival, embora sem sua torcida. Desta vez só os tricolores terão o direito de se espalhar pelas arquibancadas do Estádio José do Rego Maciel. O Santinha precisa de uma vantagem acima de dois gols para ganhar a parada. Vencendo por 2 a 0, por exemplo, vai para os pênaltis. Apesar das dificuldades, o povão está  esperançoso. Agora, venhamos e convenhamos, a galera Sport mais ainda.

CENTRAL SOB NOVO COMANDO- Chama-se Leandro Sena o técnico que comandará o Central na Série D do Brasileirão. Como cartão de visitas, ele apresenta o título da competição em 2022 pelo América-RN. Conhece bem o futebol nordestino. Dirigiu também Treze-PB, Sousa-PB, Icasa-CE, Confiança-SE, ASA-AL, e Rondonópolis-MT. O Alvinegro está no Grupo A3, o mesmo do Santa Cruz.

PALMAS PARA OS GOLEIROS – Volpi e Muriel tiveram muita importância na passagem do Retrô e do Náutico para a terceira fase da Copa do Brasil. Além do que realizou nos 90 minutos contra o Atlético Goianiense (1 x 1), Volpi fez duas defesas espetaculares na decisão por pênaltis, empurrando o Retrô para a próxima etapa. No Barradão, algumas intervenções de Muriel foram culminantes no triunfo por 2 x 0 do Náutico sobre o Vitória.

O TIME DELES

NANDO CORDEL (cantor e compositor)-Santa Cruz

PETRÚCIO AMORIM (cantor e compositor)-Sport

SILVÉRIO PESSOA (cantor e compositor) - Náutico

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